Entrevista a Ana Helena Puccetti

Ana Helena Puccetti é autora de Minúscula pititiquilda princesilda: sem sombra de dúvida a cachorrinha mais linda do mundo e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

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Ana Helena PuccettiComo se descobriu escritora?

Eu me descobri escritora quando me descobri pessoa. Escrever é parte de quem eu sou.

Qual a sua principal inspiração?

Eu me inspiro pelo que me toca. Prefiro escrever sobre o que o meu coração sente.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Minha professora de português do Colégio Santana, Teresa Maria Tarchiani, abriu a porta para a possibilidade de brincar de criar com as palavras. Então fui estudar Letras, depois Jornalismo e enfim Psicologia. Em todos os cantos da minha vida eu escrevo. Escrever é a minha praia, meu campo, minha casa, um lugar de paz.

Quais as suas principais referências literárias?

Poesia de Fernando Pessoa e Augusto dos Anjos, além de Manoel Bandeira e Mario Quintana.

Qual o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Nossa, que pergunta difícil!  Tem livros que você acaba de ler e acha que é o melhor da sua vida. Foi assim com Cem anos de Solidão, depois com O evangelho segundo Jesus Cristo, da mesma forma com Dois irmãos e A simetria oculta do amor. E assim vai a vida, de livro em livro, mostrando a sua beleza.

Como funciona o seu processo criativo, como cria seus personagens e histórias?

Meu processo criativo acontece por inspiração: brota  uma frase, uma ideia,  algo que precisa ficar registrado e eu escrevo em qualquer papelzinho que eu encontro pra não deixar escapar. Depois escrevo e reescrevo. Leio e releio.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Contar histórias me aproximou dos meus filhos. Lia sempre pra eles. Era um ritual diário.  Adorávamos garimpar na Bienal do Livro!  Hoje eles são adultos.  Daqui a pouco lerei para os meus netinhos. Sempre amei livros infantis engraçados como Vou te pegar! ou singelos como aquele do coelhinho que amava o pai daqui até a lua ida e volta.  Contar histórias faz a gente ficar vivo.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Raramente mostro pra alguém.  Sou sempre eu comigo mesma.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso na literatura, tanto de novos leitores quanto de novos escritores?

Acho que facilita muito. A internet é escrita, é o paraíso! Mas é claro que o livro de papel vai reinar para sempre. Ou será que não?

Em sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

Não tenho a menor ideia. É meu primeiro livro impresso. Acho que ser escritor deve ser tão difícil quanto ser psicóloga, ou engenheiro, ou atleta, ou músico. Sempre temos que correr atrás, nada vai cair no seu colinho.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Nunca desista! Se for importante pra você, faça o que for preciso!

Quais os planos para o futuro?

Escrever muitos livros infantis!