Série Como Publicar – Distribuição

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Para que se compreenda o modelo de distribuição proposto pela Multifoco, tentaremos, neste artigo, responder ao seguinte roteiro de perguntas. Por que distribuir? Por que existem distribuidoras? Como se procura ou se encontra um livro? Por que as distribuidoras perderam o sentido?

Por que distribuir um livro?

 

A resposta é simples: fazer com que os livros cheguem ao seu destinatário, o público leitor.  O que não é tão simples são os meios utilizados para que isso ocorra. Pense num mundo sem internet, sem televisão, sem rádio, sem telefone, sem telégrafo: nessa época, os livros já circulavam entre cidades, países e mesmo continentes. Distribuir era um desafio geográfico.

Com o advento da indústria cultural de massa, possibilitado entre outras coisas por uma sociedade cada vez mais alfabetizada e conectada por tecnologias de comunicação e difusão, a capacidade de distribuir livros exigia algo além de um padrão geográfico para atender a um número até então reduzido de leitores: capital.

Isto porque a indústria de massa se estruturava em torno de um pilar: a produção de muitas unidades de um mesmo bem de consumo, para o maior número possível de pessoas. A este propósito caiu como uma luva a capacidade de se comunicar com as massas.

A indústria editorial se desenvolveu inserida neste contexto. Ela se estruturou em torno de uma sociedade em que a comunicação fluía numa via de mão única: jornais, rádio e TV eram sistemas de comunicação que faziam mensagens serem enviadas, mas sem fornecer meios de resposta para o público, como também de comunicação entre o próprio público. Nesse período, as ofertas eram limitadas e controladas por um grupo muito menor de atores, possibilitando desta forma maior controle sobre a demanda.

Por outro lado, não havia como o público comprar a distância os produtos ofertados por essa indústria ou dizer o que de fato queria. Era preciso fazer com que o livro chegasse próximo ao público, estando ele disposto ou não a comprar o produto. Toda essa estrutura exige uma quantidade de capital que não permitia que muitos autores fossem lançados.

Por que existem distribuidoras?

Para atender às demandas de livrarias e editoras. Na estrutura descrita acima, o custo administrativo e logístico poderia facilmente superar o custo de produção de um livro. Assim (lembremos que se trata do mundo na era pré-informática), “dividir” os custos era bom negócio para editoras. Elas evitavam um inchaço do departamento comercial e logístico. Era também uma “boa” para as livrarias, que, em vez de lidarem com os departamentos comerciais de centenas de editoras, tinham que se reportar a apenas algumas dezenas de distribuidoras. Em um negócio que era bom para todos, cada um abria mão de parte do seu ganho, para permitir a sobrevivência de mais um player no negócio.
A mesma lógica distributiva, por incrível que pareça, permanece inclusive na era dos livros digitais, com o advento de distribuidoras de ebook, que facilitam e intermediam o cadastros das obras nos diferentes pontos de venda online.

Como se procura e encontra um livro hoje?

 

Google. Essa é a resposta, na maioria absoluta das vezes e que explica, em parte, o por que de espalhar livros em diversas lojas online.

Esta busca funciona perfeitamente quando você sabe o que quer, mas pode se mostra algo temerário quando se busca por interesses mais abrangentes. O Google pesquisa de acordo com uma lógica própria (algoritmos de busca) que nem sempre expressa o melhor resultado qualitativo.

De todo modo, poucas são as pessoas ou poucas são as vezes em que as pessoas procuram de forma aleatória por um livro em uma biblioteca ou livraria. Isso também tem uma razão lógica. Apesar de ser tradicional e cool ver seu livro nas livrarias, é pouco provável que isso funcione como estratégia de venda.

Livrarias mantêm milhares de livros em catálogo, muitas vezes mal classificados. Acreditar que um leitor aleatório irá achar seu livro em uma dessas livrarias é confiar numa probabilidade como a de se ganhar o primeiro prêmio na loteria. Para ilustrar, basta imaginar a possibilidade de achar um livro novo no cenário da foto que ilustra este post.

As livrarias, apesar disso, exploram esse fetiche: vitrines e pilhas de livros em destaque raramente são frutos de algum mérito que não a capacidade de pagar caro por aquela exposição.

A Multifoco acredita que o caminho que autor e editora devem buscar para que o livro possa atingir seu público é o de um registro efetivo da obra, com um consequente resultado positivo nas buscas, em relação aos assuntos, palavras-chave e ao título do livro. Esse será o principal trabalho de distribuição no futuro.

Por que as distribuidoras, para maio pardos livros, perderam o sentido?

 

De alguma forma, todo o artigo tenta explicar isto: se você é um escritor iniciante ou se seu trabalho se volta para um nicho específico, não invista para distribuir seu livro. Invista, sim, para torná-lo mais visível na web.

As tecnologias sempre acabaram com profissões e indústrias. Os escrivães foram substituídos pela gráfica e, mais recentemente, mais profissões têm sido alteradas. Na maior parte das vezes, essas mudanças não acabam com uma profissão: ainda existem fotógrafos. Porém, com a fotografia digital, poucas pessoas contratam um para uma situação cotidiana. A diferença entre um profissional e uma amador não acabou. No entanto, diminuiu sensivelmente na medida em que qualquer pessoa de posse de um celular pode tirar uma infinidade de fotos e conferir se estão a seu contento em tempo real. Sem contar que pode distribuí-las e compartilhá-las.

Porque as distribuidoras ainda tem sentido, embora em poucos casos?

 

A distribuição física de um livro só é relevante quando há algum tipo de demanda que justifique a imobilização de capital.  São raros os casos, mas um exemplo é a rede de livros La Selva, que trabalha em aeroportos. Eles trabalham relativamente com poucos títulos, que tem como principal objetivo serem adequados ao viajante.

São comuns ali os livros de negócio, livros de auto ajuda, biografias – estes notadamente voltados aos viajantes a negócio. Também  encontramos ali alguns best sellers e livros clássicos de grande popularidade, voltados para o viajante em busca de entretenimento rápido e seguro para viagem . Algo parecido com o conceito dos restaurantes de confort food, que também dominam estes aeroportos.

Se o seu livro se adéqua e necessita de uma distribuição como esta, vale a pena tentar o investimento. Lembrando que em primeiro lugar é necessário o interesse da livraria e o acompanhamento de um editor experiente. Vale lembrar que como boa parte das livrarias tradicionais, o grupo La Selva também passa por dificuldades. Saiba mais aqui.

A Multifoco entrega livros em todo o Brasil com frete grátis, utilizando os mesmo meios da livrarias.

Em breve, faremos o mesmo em outros países, como Portugal, Argentina e EUA.  Para 90% dos títulos, a distribuição por demanda é mais interessante. Você pode negociar melhores ganhos nos direitos autorais com seu editor em troca de venda exclusiva. Pode também ter mais dados e informações sobre seu leitores.

Pode também solicitar ao nosso departamento de marketing, que seu livro faça parte de um programa de afiliados.

 

 

Isto significa que se você tem leitores fiéis ou uma comunidade ativa em torno do seu livro, pode empoderá-los. Fazer com que recebam comissão pelos livros vendidos a partir da divulgação que fazem.

Fiquem atentos as novidades que a Multifoco apresentará nos próximos meses. Ficará claro que a tecnologia também mudou a forma de distribuir livros!
Leonardo Simmer

 

 

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