Entrevista a Edmar Magalhães Rocha

Edmar Magalhães Rocha é O retorno ao inverno de São Petersburgo e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

Confira nossa programação.

 

Edmar Magalhães RochaComo se descobriu escritor?

Sempre gostei de ler e escrever. Acho que não descobrimos, acontece. Como a água que  segue o curso do rio, algo natural.

Qual a sua principal inspiração?

Pessoas, lugares, experiências de vida, viagens, residência no exterior e o amor.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Sim, com certeza. No meu trabalho viajei muito.

Quais as suas principais referências literárias?

Eu tenho diversas referências.

Qual o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Eu tenho alguns autores favoritos, não apenas uma obra. John Steinbeck (As vinhas da ira e outros), Érico Veríssimo (O tempo e o vento), Machado de Assis (diversas obras), Ralph Waldo Emerson,  Afred Tennyson…

Como funciona o seu processo criativo, como cria seus personagens e histórias?

Eu não crio, eles existem. Apenas dou o sopro do suspiro e cor às suas roupas. Eu morei em muitos lugares, residi no exterior muitos anos e observo as pessoas. As histórias são subjetivas, algo que já vivi ou testemunhei ao longo de minha vida de forma muito pessoal.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Acho que minha vida não mudou por contar histórias, mudou por entender a natureza humana de forma personalizada.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Converso sim, tem uma pessoa em especial, alguém da família.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso na literatura, tanto de novos leitores quanto de novos escritores?

Não apenas ajuda, como revoluciona todo o processo. Eu adoro a globalização e o acesso aos livros na internet, o mundo mudou e precisamos acompanhar essa nova dinâmica, desde que respeitemos o próximo.

Em sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

A maior dificuldade não é do autor, o desafio é as pessoas serem persuadidas a ler. Acho que, se todos tivessem  acesso à literatura, não haveria tantos obstáculos para enfrentarmos. Assim, teríamos uma percepção melhor, teríamos mais civilização, compaixão e tolerância.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Claro, siga seus instintos, escreva sem medo. Imagine algo e pergunte a si mesmo: por que não?

Quais os planos para o futuro?

Dois romances, um deles de suspense-espionagem, já em andamento.