Entrevista a Fernando P. Rosa

Fernando P. Rosa é autor de Macknamine I: a pistola e a rosa e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

Confira nossa programação.

 

Fernando P. RosaComo se descobriu escritor?

Desde sempre fui atraído pelas palavras e pelo que se podia fazer com elas. Mas o ponto de partida não é fácil de encontrar. Ainda criança gostava da forma dos poemas e de criar estórias em minha mente, então um dia resolvi tirar da imaginação e passar para o papel.

Qual a sua principal inspiração?

Para este título em específico, apenas recolhi um conto antigo que escrevi há anos. Decidi que era hora de trazê-lo de volta.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Sou redator/escritor/criador de conteúdo freelancer e passei por diversos cursos. Dentre eles, passei muito tempo em letras e tecnologia da informação, além da formação técnica em química. Acredito que tudo que se vive e se aprende acaba influenciando no processo de criação. Mais que isso, minha escolha por destacar prosa poética no meio de livros literários é algo particular e que me agrada.

Quais as suas principais referências literárias?

Indiscutivelmente Tolkien, em especial O Silmarillion, Michael Moorcock e sua saga do Campeão eterno, Neil Gaiman e seus livros, além de várias outras referências de conteúdos de fantasia e ficção dos anos 70/80/90.

Qual o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Drácula, de Bram Stoker, com sua forma inusitada de contar a história por meio de cartas, foi uma das obras que abriram minha mente.  Passei a não seguir modelos pré-estabelecidos e tentar ter minha própria identidade literária.

Como funciona o seu processo criativo, como cria seus personagens e histórias?

Bom, isso é um segredo e não é, é magico e não é. Eles apenas nascem na minha mente e eu apenas os ajudo a existir, levando-os para fora.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Essa é simplesmente minha maior forma de expressão.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Muito raramente, pois sou uma pessoa reservada e solitária. Apenas passo os textos para algumas pouquíssimas pessoas verificarem e em seguida volto ao trabalho duro sozinho.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso na literatura, tanto de novos leitores quanto de novos escritores?

A internet apenas permite que mais pessoas possam demonstrar o que produzem, diferente de anos, décadas atrás em que muito raramente alguém conseguiria com liberdade mostrar seus conteúdos. Agora, a facilidade de se conseguir referências e material de apoio certamente torna tudo mais simples e, por que não, agradável.

Em sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

Um dos fatores de maior dificuldade é o preconceito com o conteúdo nacional. Estamos vivendo um momento de certo crescimento do interesse da população pela literatura, seja escrevendo, seja lendo. Temos, no entanto, essa tendência de buscar o que vem de fora, como se apenas lá existisse conteúdo de qualidade, o que é uma mentira.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Minha única dica é simples, apenas escreva, a internet está aí, existem várias plataformas onde se pode colocar seu trabalho, de forma gratuita até. Sobre as editoras, muitas recebem material pela internet, concursos literários onde se precisa apenas enviar o conteúdo, entre outras formas de acesso.

Quais os planos para o futuro?

Apenas continuar escrevendo e tentando, mesmo neste mercado tão restrito ao autor brasileiro. Como poeta e escritor, meu dever é continuar sempre.