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Homem ainda não existe: Compartilhando reflexões para que ele exista

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  • Autor
    Christina Montenegro
  • ISBN
    9788579614987
  • Ano
    2011
  • Páginas
    260
  • Gênero
    Ensaios
  • Selo
    Torre

Descrição do produto

““No planeta existem muitos homens, mas ‘O Homem’ (chamamento pelo coletivo que caracteriza um ‘Ator Social’, nomenclatura do universo da sociologia) ainda não existe, já que é a única categoria de Gênero que ainda não debateu suas questões singulares, não tendo consequentemente se organizado autonomamente para fazê-lo (até agora).
Não precisamos mais falar ‘as mulheres’; se falamos ‘A Mulher’ sabemos que falamos das mulheres.
Não precisamos mais falar ‘as lésbicas, os gays, os bissexuais, os travestis, os transgêneros’, etc; falamos LGBTT* e compreendemos a que universo social de Gênero nos referimos.
Mesmo nos países mais resistentes ao debate das questões de Gênero há muito tempo existem ONGs para acolhê-los, quando se trata dos Atores Sociais Mulher ou LGBTT*: isso é fruto da organização conquistada por esses grupos.
Para falar dos homens continuamos precisando falar… dos homens.
Não há – ainda – a conquista de um coletivo que os represente social/econômica/politicamente: homens existem, claro, mas HOMEM (Ator Social) ainda não existe.
Não houve sequer reflexão, diálogo e negociação significativa entre os homens e trans-homens do universo LGBTT*, e os homens que se percebem heterossexuais.
Creio na possibilidade de emergência de um Masculino, com referencial identitário Masculino (que ainda nos parece necessário desbravar), tão autônomo (independente de convocação institucional) quanto o Feminino o conquistou (assim como a turma LGBTT*), e com renovado Projeto próprio.
Isso não só beneficiará a convivência dos homens com sua própria interioridade, mas também com (e entre) os demais homens, com (e entre) grupos de Gênero, ou grupos etários – grupos de outra categoria social/humana qualquer.
A Academia, e algumas outras instituições, há muito despertaram para a gravidade do tema, e – de cima para baixo – tentam ao menos mobilizar o debate e a organização dos homens.
Aguardamos, com muitas perguntas que queremos compartilhar contidas nesse livro, o despertar autônomo do cidadão comum (repito: independente dessa convocação institucional), crendo que quanto mais o contingente masculino torne sua singularidade uma QUESTÃO a elaborar, menos nossos descendentes correrão o risco do Filicídio: descendentes que não sabemos mais se vão nascer e sobreviver, e que parecem receber um mundo hostil e quase morto já ao chegar, quando conseguem chegar.
Acreditamos também na plausibilidade da tessitura da Ética com a Estética, e na Arte como instrumentos plausíveis de qualificação das capacidades de reflexão, renovação e transformação de quaisquer questões (e, dentro dela, especialmente o humor e a Comédia), inclusive a questão das Masculinidades Contemporâneas.
Rir e pensar não são incompatíveis.

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