Entrevista a Magella Moreira

Magella Moreira é autor de Nota de falecimento e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

Confira nossa programação.

 

Magella MoreiraComo você se descobriu escritor?

Quando pequeno era sempre muito fantasioso, muito curioso e adorava ouvir histórias. Quando comecei a ser alfabetizado o que mais gostava de fazer eram fichas de livros. Certa vez teve um concurso de redação na rede pública de ensino e eu participei. Nessa minha primeira experiência com a literatura alcancei o primeiro lugar da cidade. Depois deste ocorrido não parei mais. Continuei escrevendo textos, poemas, redações e aos 14 anos comecei a escrever meu primeiro livro, mas não tive coragem na época de publicá-lo.

Qual é a sua principal inspiração?

Deus! Ele sempre foi a minha maior inspiração. Coloco Nele os meus sonhos e ideias e Dele vem a graça de toda a inspiração.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

A minha profissão é fruto da minha paixão por livros, pois sou professor universitário. Mas o que realmente me influencia no meu modo de escrever é de onde venho. Sou de uma família que tem a sua frente uma mãe apaixonada por literatura e que sempre contou a mim e aos meus irmãos boas e variadas histórias.

Quais são as suas principais referências literárias?

Costumo dizer que não tenho referências, pois gosto de ler de tudo. Mas se fosse para escolher um principal, com certeza seria Mauricio de Sousa. Considero-o como uma referência não pelo seu modo de escrita, mas por ser um dos principais na introdução da literatura em nossas vidas quando ainda crianças.

Qual é o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Se me emociona já se torna marcante, mas se me faz chorar, a história muda ainda mais. Marley e eu, apesar de ser uma literatura recente, foi muito marcante. Uma das minhas maiores paixões são os cães, então ler uma história tão detalhada e emocionante voltada para esse assunto me marcou muito.

Como funciona o seu processo criativo? Como cria seus personagens e suas histórias?

Por incrível que pareça, não tenho uma fórmula secreta para a criação de personagens e histórias. Aos poucos as ideias vão surgindo; eu as anoto e estruturo em um documento no computador. Depois vou montando o roteiro e pesquisando coisas que possam me apoiar na forma de contar a história.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Fez de mim uma pessoa mais criativa e cheia de amigos a minha volta.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Até converso, mas não me abro muito sobre o assunto. Prefiro manter o projeto em sigilo do começo ao fim. Mania minha.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso de novos leitores e escritores na literatura?

Facilita mais do que atrapalha para ambos os casos. O leitor consegue ter mais acesso ao que há de novo com suas redes sociais. Já para os escritores é uma forma bem eficaz de divulgação, além de ser ótima no auxílio de construção de enredo e ainda ajudar no encontro com editoras.

Na sua opinião, qual é a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

O preconceito com a literatura nacional. Ainda está enraizado em nossa cultura que o que é bom é o que vem de fora e isso tira totalmente a credibilidade do nosso trabalho.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Acredito que a melhor dica é não desistir. Todo escritor de sucesso já foi alguém desconhecido. O início realmente não é fácil, em especial o período até encontrar uma editora ou simplesmente alguém que possa dar algum apoio.

Quais são os seus planos para o futuro?

Tenho estruturado 43 projetos de livros e meu plano é conseguir lançá-los. Além disso, de alguma forma espero ainda ser reconhecido pelo meu trabalho.