Entrevista a Márcio Costa de Oliveira

Márcio Costa de Oliveira é autor de Fuzileiros navais: soldados da liberdade e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

Confira nossa programação.

 

Márcio Costa de OliveiraComo se descobriu escritor?

Não me descobri autor, aconteceu! Eu estava na Marinha, tinha passado pelo treinamento no Centro de Instrução e queria registrar as coisas marcantes que vivi junto com os amigos de turma, então comecei a escrever e, quando dei por mim, já estava quase finalizando o livro.

Qual a sua principal inspiração?

Eu me inspiro na vida e nas coisas que aprendemos a cada dia – seja com as derrotas ou, principalmente, com as vitórias. Para escrever o livro, busquei inspiração nos momentos de superação que a gente vive lá a cada dia.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Não, absolutamente! Na verdade, tinha tudo para dar errado: fui criado pela minha avó que era analfabeta, mas que, mesmo com toda simplicidade e toda dificuldade que teve para me criar, me ensinou todas as coisas boas. Porém, infelizmente, não tinha como me transmitir nenhum conhecimento, por isso tive que buscar por mim mesmo.

Quais as suas principais referências literárias?
Leio muito pouco e geralmente defendo a leitura descomplicada. Li todos os livros do Lobão e, embora não o admire como artista nem acredite nele como inspiração, eu simplesmente acho fantástica a sua narrativa.

Qual o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

O livro do filme Um sonho de liberdade, que fala da amizade e da cumplicidade – para mim, são duas coisas de grande valor.

Como funciona o seu processo criativo, como cria seus personagens e histórias?

No caso do Fuzileiros navais: soldados da liberdade, os meus personagens eu não criei. Eles, de fato, fizeram arte da história que escrevi. Mas tenho dois outros já prontos, em que os personagens foram aparecendo conforme a evolução da história.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Fico simplesmente orgulhoso quando vejo alguém lendo o livro que conta um pedaço da minha história.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Normalmente não compartilho até o livro ficar pronto. Aí, então, consulto alguma pessoa totalmente crítica para opinar, sem que ela saiba do que se trata.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso na literatura, tanto de novos leitores quanto de novos escritores?

Acho que facilita, com certeza.

Em sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

Não posso dizer que exista dificuldade em ser escritor, uma vez que hoje existem inúmeras maneiras alternativas de se publicar um livro. Em contrapartida, não se consegue ganhar dinheiro com isso, a não ser no caso de grandes escritores, imagino.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Acredite! Faça!

Quais os planos para o futuro?

Lançar meus outros dois livros, sendo um, infantil.