Entrevista a Nana Pauvolih

Nana Pauvolih é autora de A coleira e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

Confira nossa programação.

 

Nana PauvolihComo se descobriu escritora?

Sempre escrevi. Gostava de desenhar e inventar estórias sobre meus desenhos. Mas me descobri escritora de verdade aos 11 anos, quando escrevi meu primeiro livro e nunca mais parei.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Não. Eu uso minha imaginação e coisas que observo e me chamam atenção, seja aonde for.

Quais são as suas principais referências literárias?

Adoro Gibran e poesias de Vinícius de Moraes. Adoro romances e livros de suspense. Minhas referências na área são Cassandra Rios, Almudena Grandes e Janet Dailey.

Qual é o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Parábolas, de Gibran. Pois sempre leio e sempre aprendo alguma coisa boa para minha vida nos ensinamentos dele.

Como funciona o seu processo criativo? Como cria seus personagens e histórias?

Eu vejo, escuto ou sinto algo que desperta meu interesse. Observo. E então minha mente começa a imaginar aquilo como enredo ou personagem. Eu deixo fluir, deixo sentir. E anoto. Dali, vou aperfeiçoando, crio a estória. Sou uma autora instintiva. Sempre deixo os personagens me dizerem o que eles querem.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Modificou toda a minha vida. Aprendi a confiar mais nos meus instintos e em mim mesma. Depois disso, tomar decisões ficou muito mais fácil.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Converso sim, em especial com três amigas nas quais confio muito.

Na sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritora no Brasil?

É conseguir o seu espaço. Há muitos escritores. Mas acredito que tudo dependa também da disposição do escritor em trabalhar muito, se divulgar, estar sempre melhorando esse trabalho e nunca desistir. Não é fácil. Mas quem disse que é impossível? Ainda mais hoje, que podemos contar com a internet para divulgação.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Não desista, não se acomode, não espere nada vir até você. Escreva, divulgue, corra atrás do seu sonho, mesmo que todos digam que é difícil. E não deixe de ser crítico, de melhorar sempre.

Quais são os seus planos para o futuro?

Escrever, escrever, escrever. Vou lançar uma nova série e já comecei a escrever outra. Desejo que o Brasil inteiro conheça o meu trabalho.