Entrevista a Rodrigo Barros

Rodrigo Barros é autor de Da rebelião à glória: o Fluminense e a conquista da Primeira Liga e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

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Rodrigo BarrosComo se descobriu escritor?

Meu pai sempre escreveu poemas e me ensinava métricas para rimas, tipos de poemas entre outros. Desde pequeno arrisco algumas palavras, escrevia contos e poemas, e de tanto elogiarem o que escrevia, depois de muita insistência dos amigos, resolvi publicar em um blog próprio e depois participar de concursos literários. Grande parte deste material foi selecionada nesses concursos, e então passei a me assumir publicamente como escritor.

Qual é a sua principal inspiração?

Meu pai, Gercilí Barros, membro da Academia de Letras Joaquim Osório Duque Estrada, em Paty de Alferes-RJ. Foi ele quem me inspirou a ser escritor.

Quais são as suas principais referências literárias e esportivas?

Leio de tudo um pouco, mas gosto do gênero terror para literatura. Os escritores Stephen King, Anne Rice e o brasileiro André Vianco, são os que mais me interessam e me inspiram. Gosto de esportes de uma forma geral e de futebol, minha paixão pelo Fluminense Football Club é que me faz publicar livros para o público amante do esporte bretão. Nelson Rodrigues, Paulo-Roberto Andel, Heitor D´lincourt e Dhaniel Coehn são as minhas referências nesse gênero.

Qual é o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Gosto de diversos livros, cada um a sua maneira, mas indico o livro 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, por nos mostrar um pouco do que somos, como somos e porque somos.

Como funciona o seu processo de produção?

Sou bastante metódico para tudo que faço. Quando decido um tema para escrever, trato a obra como um projeto. Crio um cronograma, um passo a passo, determino metas, capítulos e escrevo seguindo este roteiro. Livros como historiador precisam de ainda mais organização para que nada fique de fora, a pesquisa tem de ser minuciosa antes mesmo do início da escrita.

Em que se tornar um contador de histórias sobre o Fluminense modificou a sua vida?

Eu mantenho um site sobre o Fluminense há dez anos, tenho certo público junto à torcida. Trabalhei prestando serviços ao clube em 2010, o que me levou a ter mais ideias e possibilidades de acesso ao acervo. Escrever sobre futebol, especificamente sobre um time, engaja esse torcedor em outras coisas que escrevo e produzo.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Isso varia bastante. Quando o livro é escrito com outros autores, temos sempre conversas periódicas, quando não, tenho algumas conversas sobre questões históricas, dúvidas, etc. Durante o processo de escrita em si, prefiro o isolamento.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso de novos leitores e de novos escritores na literatura?

A Internet é uma ferramenta que facilita a vida de qualquer um, seja ele um escritor, um músico ou um ator. No meu caso, ela me ajuda nas pesquisas e na divulgação da obra. Sem a Internet o caminho seria ainda mais difícil, em alguns casos, inviável.

Na sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

A falta de interesse da população pela leitura de forma geral. Com mais leitores, o mercado se aqueceria, as editoras teriam mais interesse em publicar novos autores e a renovação seria natural no mercado literário.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Leia muito. Se há o interesse na escrita, é preciso ter prazer na leitura. Leia sobre os mais diversos temas e não somente sobre aquilo que costuma escrever, isso o transformará em um escritor melhor.

Quais são os seus planos para o futuro?

O próximo lançamento será a biografia oficial do roqueiro Serguei, e depois pretendo publicar um romance.