Entrevista com Tania Resende

Tania Resende é autora de O despertar do Cristo interno em 13 meditações guiadas e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

Confira nossa programação.

 

Tania ResendeComo se descobriu escritora?

Sempre gostei de escrever. Quando criança, minhas redações eram “gigantes” e sempre elogiadas pelos professores e adultos.

Qual é a sua principal inspiração?

O caminho para evolução humana tem sido minha inspiração. Inspiro-me nos ensinamentos que recebo dos meus Mentores Espirituais.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Totalmente. Meus pais me incentivaram muito a escrever, sempre. Me presenteavam com livros de temas do meu interesse, pois sabiam, intuitivamente, que a leitura iria me auxiliar e me estimular a escrever. E estavam certos.

Uma atitude muito interessante do meu pai, era: sempre que estávamos diante de uma paisagem bonita, ele me dizia: – “Porque não você não escreve sobre essa vista?”, estimulando a minha criatividade e os meus “devaneios” sobre o momento e sobre o lugar.

Meus livros são uma extensão da minha profissão como psicóloga, terapeuta holística e espiritualista. O que escrevo retrata o meu trabalho.

Quais são as suas principais referências literárias?

Gosto muito de ler. Minhas referências são muitas: poesia, ensaios, romances, ficção, estudos científicos e históricos, espiritualidade, religiões, etc. Atualmente, tenho lido muito as publicações do físico Nassim Haramein.

Qual é o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

Foram vários os livros que me marcaram muito. Nesse momento, escolho o livro O Egípicio, de Mika Waltari. Um livro enorme, na categoria de romance histórico, que eu li em menos de 15 dias, ainda na minha adolescência e até hoje me lembro de todos os seus detalhes. Quando terminei de ler, me senti triste porque queria continuar naquela “viagem” ao Egito antigo. O autor me prendeu a atenção e me colocou dentro da época através da sua descrição fantástica sobre hábitos, lugares, relações, religião… era como se eu estivesse participando da história também. Muito bom quando o autor consegue fazer você entrar nas cenas junto com ele.

Como funciona o seu processo criativo? Como cria seus personagens e histórias?

Meus livros não possuem personagens, mas ensinamentos de cunho espiritual. Começo sempre por um processo, o qual – na área da espiritualidade -, chamo de canalização. Isso significa que recebo informações telepáticas de Seres Interdimensionais e as anoto. Depois disso, me vejo questionando e assimilando a informação, além de fazer muitos links entre elas. Em alguns casos, sinto necessidade de fazer alguma pesquisa, a fim de compreender melhor o tema e facilitar a compreensão dos meus leitores. Foi mais ou menos assim que o livro “O Despertar do Cristo Interno” aconteceu, por exemplo.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

No meu caso, podemos mudar o “contador de história” por “transmissora de mensagens espirituais”. Me sinto uma repórter interdimensional. (risos)

E, a partir do momento em que eu aceitei esse papel na minha vida, muitas coisas mudaram. Primeiramente tive que vencer certa vergonha em me expor para um número grande de pessoas. Afinal, os meus escritos não eram mais aquelas redações escolares, lidas apenas pelos professores e por meus pais. Aprendi a expandir.

Uma grande mudança, talvez a maior, tenha sido o aumento significativo de pessoas com as quais passei a me comunicar e a manter alguma forma de contato. Diria que minhas amizades cresceram muito, em número.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinha todos os problemas surgidos durante o processo?

Meu marido é meu primeiro “consultor”. Ele é a pessoa a quem eu recorro quando tenho dúvidas a respeito de algum parágrafo, uma palavra ou mesmo sobre alguma informação. Muitas vezes ele é a minha “fonte de pesquisa”.

E, de uns tempos para cá, meu filho – já adolescente, também tem a vez de dar alguns “pitacos”. Sua contribuição tem sido muito interessante, especialmente quando ele diz: – “nenhum adolescente vai entender isso”; “essa palavra não se usa mais”; “dá pra explicar melhor?”, e assim por diante. Já chegou a pedir partes de textos meus para complementar suas pesquisas escolares.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso de novos leitores e de novos escritores na literatura?

A internet é uma “faca de dois gumes”, a meu ver.

Por um lado, ela facilita muito a circulação da informação. Divulgar um livro, por exemplo, está muito mais fácil com o advento da internet. A informação sobre o lançamento do meu livro O Despertar do Cristo Interno e a minha participação na Bienal do Livro de São Paulo chegou a diversos estados brasileiros e inclusive a outros países, rapidamente. Antes, isso seria praticamente impossível sem um enorme investimento em marketing.

Porém, a internet também trouxe a circulação de informação fora dos livros, em outros modelos, embora, a maioria, muito superficiais. E, percebo uma tendência nas pessoas – especialmente nos jovens -, a preferir resumos, vídeos e pequenos textos contendo principais detalhes, em detrimento a aprofundar o conhecimento através da leitura do livro. Esse aspecto seria a desvantagem.

Na sua opinião, qual é a maior dificuldade em ser escritora no Brasil?

Uma grande dificuldade é encontrar uma editora que se interesse por seu livro. Outra dificuldade está na falta do hábito da leitura. Sei que há países onde o hábito de ler é muito mais valorizado que no Brasil.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Sim. Força, Fé e Luz!

Força para não desistir, até que veja seu livro publicado. Fé no seu potencial. E Luz iluminando seu caminho e lhe trazendo boas inspirações.

Quais são os seus planos para o futuro?

Estou terminando mais um livro. Estou na fase final, revisando o conteúdo. E em breve apresento para análise junto aos meus editores da Multifoco.