Entrevista a Wagner Ferreira

Wagner Ferreira é autor de A logística da cidade olímpica: desafios estratégicos na Rio 2016 e estará no estande da Multifoco na Bienal 2016.

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Wagner FerreiraComo se descobriu escritor?

Atribuo inicialmente a colegas de trabalho, amigos e familiares que sempre me incentivaram a escrever, através de feedback construtivos sobre meu perfil didático e inclinação para o constante compartilhamento de informações e ideias que possam agregar valor. Depois que me aventurei nas primeiras frases, percebi na prática o quanto escrever me faz bem.

Qual é a sua principal inspiração?

Acreditar que a leitura é uma das principais ferramentas transformadoras da humanidade, uma vez que a educação de qualidade é o melhor caminho para um mundo melhor.

Sua profissão ou o lugar de onde veio tiveram alguma influência em seus temas e em seu modo de escrever?

Certamente que sim. Minha carreira consolidada ao longo de mais de vinte anos, minha formação acadêmica e minha história de vida resultam em convicções que procuro transferir para o papel, através de um estilo literário que reflete minha personalidade.

Quais são as suas principais referências literárias?

Não tenho predileção especificamente por um determinado autor. O que me leva a adquirir uma obra é o tema ao qual estou interessado naquele momento, predominantemente não ficção. Minhas principais referências são meu pai e meu antigo professor de português do ginásio (hoje, Ensino Fundamental), sempre tão exigentes com a escrita correta.

Qual é o livro mais marcante que já leu e por qual razão o considera tão importante?

A ponte: vida e ascensão de Barack Obama (título original: The bridge: the life and rise of Barack Obama), de David Remnick.

Trata-se de uma biografia que habilmente descreve uma trajetória de vida e carreira paralelamente aos acontecimentos históricos que formataram sua capacitação para se tornar um ícone mundial, cujo pioneirismo será lembrando por várias gerações futuras. O autor apresenta uma narrativa envolvente, correlacionando uma ampla diversidade de fatos e tempos com fontes concretas e de forma esclarecedora.

Como funciona o seu processo criativo? Como cria seus personagens e histórias?

Através de muita pesquisa e estudo sobre o tema. Considero fundamental a precisão dos fatos e dados ao longo de um texto bem estruturado e de fácil entendimento. E quando se está motivado com algo que verdadeiramente se acredita, fica natural a dedicação, quase que ininterrupta.

Em que se tornar um contador de histórias modificou a sua vida?

Primeiro, me fez acreditar que seria possível. Em seguida, me proporcionou conhecer o mundo literário por um outro ângulo. De qualquer forma, estou ciente de que se trata apenas do início de uma longa jornada de aprendizado.

Conversa com alguém sobre o livro no decorrer da escrita ou prefere resolver sozinho todos os problemas surgidos durante o processo?

Costumo compartilhar as ideias e desafios com pessoas próximas, permanecendo receptivo a outras maneiras de pensar. Entendo que a constante troca de pensamentos é fundamental para viabilizar uma criação mais rica, assim como encontrar alternativas para eventuais soluções que se fazem necessárias.

O advento da internet facilita ou atrapalha o ingresso de novos leitores e novos escritores na literatura?

Acredito que facilita a todos, pois trata-se de um poderoso instrumento para acesso e compartilhamento de informações, além de aproximar as pessoas e viabilizar negócios.

Na sua opinião, qual a maior dificuldade em ser escritor no Brasil?

Trata-se de um contexto muito abrangente. Escrita está diretamente ligada à leitura, que por sua vez está ligada a educação. E todo o sistema educacional brasileiro está longe de ser um orgulho nacional. Além disso, culturalmente não se incentiva o hábito de ler, e onde não se cultiva leitores, dificilmente haverá safra de escritores.

Alguma dica para quem está pretendendo se lançar na carreira literária?

Planejar um tema, construir uma linha de raciocínio, estruturar os capítulos e escolher as melhores palavras buscando oferecer um texto interessante e de qualidade ao leitor é um processo extremamente prazeroso. Minha dica para iniciantes é buscar uma orientação profissional que possa auxiliar tanto no aprimoramento técnico da escrita, como para indicar os caminhos mais viáveis de publicação. Eu, por exemplo, tive o privilégio de contar com excelentes profissionais nestes dois aspectos.

Quais são os seus planos para o futuro?

Para mim a escrita é uma atividade paralela que naturalmente me proporciona maior liberdade de atuação, não me cobrando maiores pretensões de sucesso, como me tornar um lendário best-seller. Mas tenho uma grande vontade de me aprimorar e espero que o lançamento de minha segunda obra – já em fase de conclusão – seja ainda mais gratificante que a primeira.