Deu vaca

Um dos motivos mais importantes para a consagração de um escritor é ter um estilo próprio, inconfundível. Então, ao percorremos as páginas de Deu vaca, deparamo-nos com a singularidade de Catarina Cunha. Sua concisão remete-nos ao dia-a-dia. Entretanto, nesse lugar-comum o insólito se insurge. O olhar dela é uma câmera fotográfica registrando flagrantes. E deles extraindo o inusitado. Assim, no começo da história Deu vaca, o narrador afirma sua missão de “relatar os fatos”.
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Pipocas no Asfalto

Não é tarefa fácil tratar com humor e elegância certos eventos da vida. E tais incidentes perpassam cotidianamente por toda sociedade sem ao menos notarmos. Entretanto, Catarina Cunha capta-os com lente de aumento e o banal torna-se inusitado; o dramático, irônico – o senso comum poetiza-se. É assim com Paulinho, de Pipocas no asfalto, que “nasceu numa família como qualquer outra”. Mas atravessando “a rua destrambelhado atrás da bola fugidia” choca-se com uma carroça de pipoca.
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