LIVRO

A Revolução do Pensamento Feminino: marcas de esperança

R$60,00

  • Autor
    Edimar Brígido - João Victor Ponciano
  • ISBN
    9786556111735
  • Ano
    2022
  • Páginas
    332
  • Gênero
    Poesia e crônica
  • Selo
    Multifoco

Descrição

A Revolução do pensamento feminino

O feminismo, ou mais corretamente, os feminismos têm trazido à baila não apenas diferentes perspectivas teóricas e interpretativas sobre o mundo, mas revelado/criado objetos e problemas de pesquisa e reflexão jamais pensados. Além disso, têm tensionado conhecimentos já instituídos, problematizado o sujeito ou as diferentes sujeitas que conhecem, proposto novas metáforas de base para a construção epistemológica e a produção de conhecimento, questionado o lugar invisibilizado desde onde o Ocidente ousou pensar e (auto) instituir como “neutro” na produção teórica, inquirido o que sempre e persistentemente se falou sobre as mulheres e a despeito delas. Novas propostas e releituras do já instituído não faltam. Isso faz com que essas vertentes, ao mesmo tempo que incômodas, possuam um potencial fecundante: seja na abertura de rachaduras daquilo que de tanto ser repetido foi tomado como verdade, como também através da evidenciação daquilo que permaneceu como invisível, inaudito, inominado.
A presente obra constitui-se como uma coletânea de textos que pensam, questionam, tecem e trabalham ideias e conceitos nas interfaces entre Filosofia, Feminismos e Psicanálise. Os recortes epistêmicos diversos fazem do livro um mosaico, cujas peças conversam de certa maneira entre si, ainda que não se encaixem completamente. Nem precisam. A própria ideia de encaixe perfeito, linearidade, encobrimento dos limites do “entre”, fazem parte de um projeto de racionalidade outro daquele que é proposto, em linhas gerais, pelas autoras e autores desse livro. Trata-se de uma obra mestiza, parafraseando Glória Anzaldúa. Não mestiça no sentido freyreano do termo, que pressupõe uma síntese apaziguadora e apagadora das diferenças, conflitos e jogos de poderes; mas mestiza como indecidível, como manutenção e promoção do próprio entre mundos como lugar fecundo para pensar e existir.