LIVRO

Homem ainda não existe: Compartilhando reflexões para que ele exista

R$39,00

Disponível por encomenda

  • Autor
    Christina Montenegro
  • ISBN
    9788579614987
  • Ano
    2011
  • Páginas
    260
  • Gênero
    Ensaios
  • Selo
    Torre

Descrição

““No planeta existem muitos homens, mas ‘O Homem’ (chamamento pelo coletivo que caracteriza um ‘Ator Social’, nomenclatura do universo da sociologia) ainda não existe, já que é a única categoria de Gênero que ainda não debateu suas questões singulares, não tendo consequentemente se organizado autonomamente para fazê-lo (até agora).
Não precisamos mais falar ‘as mulheres’; se falamos ‘A Mulher’ sabemos que falamos das mulheres.
Não precisamos mais falar ‘as lésbicas, os gays, os bissexuais, os travestis, os transgêneros’, etc; falamos LGBTT* e compreendemos a que universo social de Gênero nos referimos.
Mesmo nos países mais resistentes ao debate das questões de Gênero há muito tempo existem ONGs para acolhê-los, quando se trata dos Atores Sociais Mulher ou LGBTT*: isso é fruto da organização conquistada por esses grupos.
Para falar dos homens continuamos precisando falar… dos homens.
Não há – ainda – a conquista de um coletivo que os represente social/econômica/politicamente: homens existem, claro, mas HOMEM (Ator Social) ainda não existe.
Não houve sequer reflexão, diálogo e negociação significativa entre os homens e trans-homens do universo LGBTT*, e os homens que se percebem heterossexuais.
Creio na possibilidade de emergência de um Masculino, com referencial identitário Masculino (que ainda nos parece necessário desbravar), tão autônomo (independente de convocação institucional) quanto o Feminino o conquistou (assim como a turma LGBTT*), e com renovado Projeto próprio.
Isso não só beneficiará a convivência dos homens com sua própria interioridade, mas também com (e entre) os demais homens, com (e entre) grupos de Gênero, ou grupos etários – grupos de outra categoria social/humana qualquer.
A Academia, e algumas outras instituições, há muito despertaram para a gravidade do tema, e – de cima para baixo – tentam ao menos mobilizar o debate e a organização dos homens.
Aguardamos, com muitas perguntas que queremos compartilhar contidas nesse livro, o despertar autônomo do cidadão comum (repito: independente dessa convocação institucional), crendo que quanto mais o contingente masculino torne sua singularidade uma QUESTÃO a elaborar, menos nossos descendentes correrão o risco do Filicídio: descendentes que não sabemos mais se vão nascer e sobreviver, e que parecem receber um mundo hostil e quase morto já ao chegar, quando conseguem chegar.
Acreditamos também na plausibilidade da tessitura da Ética com a Estética, e na Arte como instrumentos plausíveis de qualificação das capacidades de reflexão, renovação e transformação de quaisquer questões (e, dentro dela, especialmente o humor e a Comédia), inclusive a questão das Masculinidades Contemporâneas.
Rir e pensar não são incompatíveis.

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