LIVRO

Nexo em anexo

R$40,00

  • Autor
    Manoel Barreto Junior
  • ISBN
    9788582735886
  • Ano
    2018
  • Páginas
    52
  • Gênero
    Romance
  • Selo
    Birrumba

Descrição

O menino Manoel outro dia me confidenciou que tomara coragem para mostrar ao mundo sua caixa de narrativas preciosas. Preciosas por nossa conta, porque ele mesmo, cismado que era, parecia ainda não perceber o tesouro já cobiçado por leitores de gente, aqueles que leem nele uma necessidade de explodir ricas expressões da vida, do imprevisível, de humanas singularidades… Acredito que, finalmente, reconheceu que alguns mortais podem ser grandes e imortais escritores de beleza e riqueza da humanidade construída com histórias, silêncios e pelejas. Ler nexo em anexo é oportunidade de se inquietar com os inomináveis personagens e, assim, se permitir brincar de adivinhação, ora se misturando a eles, ora, feito cabra-cega, se arriscando em um mundo prenhe de impersonalidade. É perceber que os neologismos trazidos são, na verdade, senhas para desvendar expressões de memórias afetivas e com elas conseguir carregar compreensões outras. Como me encantou a narrativa do menino no Firmamento de barro!!! Este menino Manoel consegue fazer a multiplicação de seres humanos. Ao ler a obra, todos vocês vão depor a favor, por humanidade. Mas se precisam ler para crer, o façam. Mas peguem carona no mesmo ônibus de sua infância, durmam e desçam na estação da felicidade, mas, antes, conheçam as estrelas que convidam meninos para ajuda-las a derramar chuva. “Bote pra pensar” um escritor que um dia teve contato com um vendedor de anjos ou, quem sabe, foi ele próprio o vendedor de anjos só pode ter parte com os encantados do bem. E o anexo? Vocês vão desvendar ao sentir o cheiro e o sabor da infância; ao observar os sentidos das cores. Passageiras cores… ora cinzentas como as estradas, ou mais cinzentas como dias de chuvas intensas, ora cor de desejo de pegar o admirável ônibus azul, ora cor de capim multicor. Querem acolhimento melhor para entrar nessas narrativas? Peçam permissão à Tia Pombinha, à mãe e ao pai, aos avôs, tios, ao amigo Bento, ao menino rio, à bailarina saltitante, à menina do terminal, a tantos outros. E ainda serão recebidos com muito gosto. Tem cheirinho de café, ambiente rustico e bem cuidado, colcha de fuxico, tapetes de sacos, panos de pratos bordados, luz de velas, de candeeiros e a lua alta, tem doces, frutas, perfumes. Vontade de nunca mais sair deste cantinho de encantamento. Ainda bem que a obra nos ensina a flutuar como locomotiva humana desgovernada pelos desatinos infantis e pelo intenso amor paternal. Peguem carona com a borboleta que sorri!