LIVRO

Pixote: 30 anos à espera da justiça

R$46,00

  • Autor
    Paulo Eduardo Dias
  • ISBN
    9788559967234
  • Ano
    N/A
  • Páginas
    N/A
  • Gênero
    Biografia, Cinema, Policial
  • Selo
    N/A

Descrição

Nascido em 29 de novembro de 1967, Fernando Ramos da Silva teve sua chance de ouro na vida, quando, aos 12 anos, fora escolhido para protagonizar o rebelde e menor infrator Pixote, no filme Pixote, a lei do mais fraco (1981), do cineasta argentino Hector Babenco (1946-2016). Ramos da Silva foi escolhido a dedo pelo diretor em uma seletiva que contou com 1.500 meninos, a maioria como ele: pobre, morador da periferia e com pouco ou quase nenhum estudo.

Além do porte franzino, o olhar triste do menino da favela da Vila Ester, no Jardim Canhema, bairro humilde de Diadema, chamou a atenção de Babenco.

Após o filme, Ramos da Silva trocou a casa de madeira em que vivia com a mãe e dez irmãos por uma de alvenaria, e ainda chegou a realizar algumas aparições na TV e no cinema, mas seu rosto mesmo ficou marcado pelas páginas policiais dos jornais. O estigma de Pixote o então passou a atormentar, sendo preso duas vezes por pequenos delitos e perseguido pela polícia, que, a certa altura, já o tratava como um bandido perigoso. Nesse mesmo período, conheceu Cida Venâncio, sua maior paixão, e com que teve uma filha, Jaqueline.

As ajudas financeiras e os conselhos de amigos próximos como Babenco e o diretor teatral Carlinhos Lira, o primeiro a dirigir Nando em um tablado, não foram suficientes para tirá-lo de Diadema.

Fernando Ramos da Silva foi executado com oito tiros disparados de três revólveres da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em 25 de agosto de 1987, a poucos metros da casa de sua mãe, no Jardim Canhema.

Trinta anos depois a família ainda espera pela reparação judicial, mas ainda convivendo com a violência policial e urbana que insiste em perseguir os homens da família Ramos da Silva.