LIVRO

Representações e recepção da homossexualidade na teledramaturgia da TV Globo (2005-2015)

R$60,00

Disponível por encomenda

  • Autor
    Jéfferson Balbino
  • ISBN
    N/A
  • Ano
    2019
  • Páginas
    316
  • Gênero
    Acadêmico
  • Selo
    Multifoco

Descrição

A obra Representações e recepção da homossexualidade na teledramaturgia da TV Globo (2005-2015) propõe discutir as representações da homossexualidade na teledramaturgia da TV Globo e sua recepção, sendo o corpus da pesquisa três telenovelas que foram exibidas no horário das nove: América (2005), Amor à Vida (2014) e Babilônia (2015).
A delimitação do objeto de estudo se explica pelo fato de essas produções terem sido exibidas num período em que a emissora em questão naturalizou e inovou o modo como as representações ficcionais de gays e lésbicas vinham sendo feitas até então, passando a exibir cenas de beijos, troca de carinhos e até mesmo de sexo entre personagens do mesmo gênero.
O tema percorre a trajetória da própria teledramaturgia na TV, a qual teve início, no Brasil, em 1951, com a telenovela Sua Vida me Pertence, produzida e exibida pela TV Tupi. Inicialmente, as tramas eram exibidas em poucos capítulos de curta duração e trazia, em seu enredo, adaptações de narrativas de origem cubana, sendo, em sua maioria, dramalhões que se passavam em países longínquos, com personagens atípicos, inspirados em antigas civilizações.
Em 1968, com a telenovela Beto Rockfeller, produzida e exibida pela TV Tupi, ocorre uma ruptura no estilo da produção de telenovelas. É nesse momento que a teledramaturgia brasileira ganha novos tons e se aproxima da realidade da nossa gente, trazendo para a ficção elementos naturalistas no enredo, com personagens mais próximos ao estilo de vida do telespectador, com diálogos coloquiais, com cenas externas, com representações de problemas sociais que ocorriam na sociedade brasileira. É justamente nesse período que a representação da homossexualidade conquista seu espaço, começando timidamente com personagens secundários, de pouca relevância e, na maioria das vezes, marginalizados até chegar ao status de protagonista.
Além das tramas citadas, para tal análise, a pesquisa discute como uma pequena parcela do público homossexual, moradores de Jacarezinho, no Paraná, reagiram diante de tais representações, para assim compreendermos os significados coletivos e individuais ocasionados em decorrência da teleficção. Como suporte teórico, utilizamos as teorias do historiador Roger Chartier (1988), do historiador oral Alessandro Portelli (2010) e do psicólogo social Sérge Moscovici (2015), os quais serviram de base para fazermos o uso apropriado dos conceitos representação e representações sociais, respectivamente.
Em suma, a pesquisa em questão intenciona explicar como transcorreu e quais foram os desdobramentos das representações da homossexualidade na teledramaturgia da TV Globo. Da mesma forma que objetiva compreender como se deu a recepção de parte dessas representações, a partir da ótica de um seleto grupo de homossexuais.