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Segurança pública, direitos humanos e violência

R$38,00 R$30,40

Disponível por encomenda

  • Autor
    Rafael Fortes
  • ISBN
    978-85-60620-34-0
  • Ano
    2008
  • Páginas
    222
  • Gênero
    Acadêmico, Poesia, Segurança Pública
  • Selo
    Luminária Academia

Descrição

Mais atual do que nunca, “Segurança Pública, Direitos Humanos e Violência”  retrata um estado de opressão permanente insiste em pairar sobre o Rio de Janeiro e o Brasil.

O livro Segurança Pública, Direitos Humanos e Violência, projetado e coordenado pelo professor Rafael Fortes, seleciona e sistematiza tópicos críticos e densos. Entrevistas correlacionadas oferecem um conjunto eficaz. O elenco reúne vozes com timbres diferentes do nazi-fascismo hoje hegemônico que, embora não haja destruído militarmente a humanidade na 2ª Grande Guerra, ainda nos oprime em trevas de fel e enxofre. (…) Uso argumentos das entrevistas aqui enfeixadas sublinhando algumas pontuações críticas, enquanto notas para cotejá-las com a pobre e linear visão positivista que o Direito brasileiro traduziu: dogmatismo formal. Este medíocre pensar é útil servente súcubo da elite sempre contente. E socialmente representa constantes e crescentes alternativas de lesões enormes.

Governantes da elite assumem mortal metodologia chamada enfrentamento policial.

Resultando na eliminação física das populações periféricas, dos pobres. Esta é íntima prima-irmã das demais matanças (em outros formatos), como, por exemplo, o horror recente que o capitalismo especulativo está realizando entre nós na Baía de Sepetiba (dizimando comunidades pesqueiras) e com monstruosas hidroelétricas em instalação. Mas o dinheiro estrangeiro, multinacional e neoliberalíssimo viverá do envenenamento dos peixes (por metais pesados no fundo da baía) que, finalmente, matará todos. Mas isso, para o lucro, é secundário. Que morram pessoas – especialmente se pobres –, para a elite, pouco signifi ca. E sempre pouco signifi cou. A violência mostra mil faces e esconde, qual Rio Nilo, as fontes.

A injusta distribuição das riquezas com o desigual ofertar dos acessos ao conhecimento e ao saber, raro aparecem com seu potencial de gestação.

O pensamento social, quando pensa a criminalidade, a segurança, o direito, não pensa o quadro fatorial determinante do não desenvolvimento, a não-escola, a não-saúde, a irreligiosidade, a ausência de alegria etc. Neste ligeiro prefácio para o texto denso e amplo que Rafael Fortes realizou, podemos ainda grifar a falsa dicotomia bandidos/mocinhos no palco midiático do poder enquanto espetáculo. “Bandidos”: eles lá, negros-pobres nos morros, favelas e periferias; “mocinhos”: nós aqui da cidade, habitantes das cidades medrosas e protegidas, confortados pelo poder confortável, constantemente trocando tiros e dominantemente ferindo, humilhando, torturando ou matando pessoas civis e militares. E sempre os não-responsáveis pela violência apontada. Tal circuito vicioso registra vitórias dos assassinatos governamentais: os abomináveis “autos de resistência” legalizam formalmente crimes de policiais.

João Luiz Duboc Pinaud