Informação adicional
| Autor: | Isaac Pipano |
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Autor: Isaac Pipano
Não é de hoje que as práticas educadoras massivas no Brasil estão majoritariamente expostas às condições prescritivas, dos pés à cabeça, por sobredeterminações completamente ajustadas ao exercício do biopoder e do neoliberalismo contemporâneo, entre estratégias de militarização fascistas, discursos regressivos, violência armada e o empreendedorismo juvenil que invade todos os níveis, desde a primeira infância, às megacorporações transnacionais educativas. Por outro lado, assistimos à defesa contundente das políticas públicas inclusivas e afirmativas e a educação como o bastião democrático do mundo contemporâneo, um elogio à existência da sala de aula, perante tantos detratores que insistem que instituições como escolas e universidade em nada se distinguem do que já foram e sua existência aparentemente anacrônica precisa ser dissolvida dando lugar ao tecnicismo e ao programa desenfreado de financeirização da vida, no elogio à meritocracia do eu. Para além de qualquer ideal utópico, de toda forma de crença ingênua e condescendente, a educação é ela mesmo um modo de fazer viver: acoplada ao cinema, o que pode?
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